Ela tem tudo o que necessita dentro dela mesmo…

‘Sim… ela desfila plena, porque ela tem tudo o que necessita dentro dela mesmo…’

Não acredito que existam 2 tipos de mulher.
Acredito sim, que existem 2 tipos de auto percepcão da mulher.
A mulher que se vê na dependência do mundo, da fragilidade da ameaça externa, da necessidade que alguém a complete, porque não se vê a si mesma inteira.
Essa é uma mulher dependente dos outros, não se atreve a declarar a sua voz, nem tão pouco a desbravar o mundo por si e sem ter outros que a condicionem a esse caminho.
Essa mulher até pode ter sucesso pelas coisas que faz, mas internamente precisa sempre que a completem.
É a mulher que vê solidão, quando está sozinha.
E existe a mulher que se vê inteira e livre no (seu) mundo.
Quem vem para a sua vida, só fica se for para somar, acrescentar o que já é completo por si.
Vale-se por si, e não teme o caminho que quer fazer, independentemente do que os que a rodeiam quer fazer.
Se tem companhia pode ir acompanhada, se não há quem queira o mesmo vai sozinha mesmo. Sem pena, sem dor, sem medo.
Essa mulher usa a sua voz e energia para se concretizar a si, e encontra-se na plenitude.
É a mulher que vê solitude nos momentos em que se curte e às suas coisas, para si, por si, consigo mesma.
Nstes dias estou a fazer uma viagem sem levar companhia. Não digo sozinha, porque comecei a viagem pós o almoço e já me perdi em largos momentos de conversa e riso com pessoas que fui cruzando.
Tirando o senhor com quem validei a entrada para a rua meia escondida da pousada e o rapaz do café onde escrevo estas linhas, e que não pronunciou mais que um “o abatanado vai agora ou depois?”, curiosamente todas as pessoas com quem me cruzei foram mulheres.
Algumas perguntaram “mas veio para cá sozinha?!”, num tom entre o orgulho e o receio de revelarem em si essa possibilidade que não lhes cabe.
Nestas últimas semanas cada vez mais tenho conversado com pessoas que olham para a esta realidade de formas opostas: a solidão e a solitude…
O perfil que as separa é nitidamente enquadravel nas duas auto percepções que citei.
Então, aqui, sentada entre o meu livro e o meu café, a minha mente recriou algo que acrescenta para a minha missão…
Potenciar mais mulheres inteiras.
Que se apercebam em si na sua completude, e a partir dela possam criar o mundo.
Mulheres que possam ter a sua essência assumida.
Mulheres que se encontrem no amor, porque estão já inteiras.
Que não se refugiem no medo do medo ou no medo da solidão.
Mulheres que concretizem os seus sonhos. Por si mesmas, em primeiro lugar.
Estes dias tenho pensado e falado com várias pessoas sobre integrar mais esta realidade.
Agora pensei em algo mais… mas antes de te contar tudo, quero escutar-te também…
O que sentes quando estás a sós, sozinha ou em solitude?
O que te diz o teu coração e a tua mente nesses momentos?
O que gostarias que fosse diferente?
O que sentes que não seres inteira, por ti, te limita na tua vida?
Com amor e a desbravar o caminho para mulheres livremente completas,
Judite